5 dias em Marraquexe, a cidade vermelha – Mapa de Papel
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5 dias em Marraquexe, a cidade vermelha

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Juntamente com alguns amigos, entre eles os nossos estimadíssimos My White Mornings, decidimos embarcar numa aventura de 5 dias em Marraquexe.

Confesso que até então, Marrocos nunca tinha sido um lugar que tivesse muita vontade de conhecer. Apesar de ir falando com várias pessoas que revelavam bastante entusiasmo pelo país, a verdade é que acabávamos sempre por escolher outros destinos.

Marraquexe não será certamente o destino mais consensual do mundo, uma vez que em termos culturais é muito diferente daquilo a que estamos habituados. Não faltam testemunhos de pessoas que adoraram e outras que detestaram! No nosso caso, felizmente (sim felizmente!), todo o grupo queria muito visitar, e como tal, acabei por aceitar o desafio.

Seria a nossa segunda saída da Europa, mas apenas o primeiro carimbo no passaporte, e para dizer a verdade, com o aproximar da data de partida comecei a ficar cada vez mais entusiasmado.

mapa marraquexe marrocos

 

5 dias em Marraquexe – a cidade

Marraquexe foi uma agradável surpresa, é um lugar meio louco, mas apaixonante! A cidade está situada no interior do território marroquino, sendo a quarta maior do país (logo a seguir a Casablanca, Fez e Tânger).

Actualmente com cerca de 1 milhão de habitantes, é possivelmente, a cidade mais visitada de Marrocos.

À semelhança de outras cidades marroquinas, Marraquexe tem o seu coração no interior dos muros da cidade velha. Esta cidade velha fortificada tem o nome de medina (ou almedina). As medinas são os lugares mais típicos e antigos de várias cidades do Magrebe.

São autênticos labirintos de ruas estreitas, repletas de vendedores e suas lojas, onde o contacto com a cultura local é constante. Há sítios na medina onde parece mesmo que o tempo parou! Do lado de fora, estão os bairros mais modernos, onde se destaca Gueliz, provavelmente a zona mais proeminente da cidade.

Chegando a Marraquexe, a primeira coisa que salta à vista são… as motas. São centenas, milhares de motas e scooters que circulam por toda a cidade! Em conversa com um taxista, foi-nos explicado que os locais optam por este meio de transporte, pelo menor custo com combustível e pelo facto de poderem percorrer praticamente toda a cidade sem grandes problemas.

Acontece que no interior da medina pode tornar-se algo perigoso para os turistas mais distraídos, uma vez que as motas aceleram numa rua de 1 metro de largura como se fosse uma autoestrada! No entanto, nada que alguma precaução não resolva.

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Termómetros acima dos 40

No dia da chegada fomos recebidos por uns, pouco simpáticos, 43 graus! Apesar de ser um clima mais seco, passear pelas ruas durante largos períodos de tempo tornava-se insuportável. Foi por isso que nos primeiros dois dias resolvemos caminhar menos e aproveitar mais as maravilhosas esplanadas e terraços dos inúmero cafés de Marraquexe.

Felizmente, a partir do terceiro dia as temperaturas baixaram para a casa dos 30 graus, o que tornou os nossos passeios pedestres, bem mais agradáveis.

Nestes 2 dias de “verão antecipado” comprovámos que a primavera e outono, com as suas temperaturas mais amenas, são a época ideal para visitar Marraquexe. O verão é demasiado quente, portanto, a não ser que o plano seja passar as férias na piscina do hotel, não parece ser uma boa ideia.

O Ramadão

Estava com algum receio que o facto de visitarmos na época do Ramadão prejudicasse, de alguma forma, a nossa experiência. Não podia estar mais errado!

Os sons dos chamamentos para rezar, as multidões nas mesquitas em horas de oração, é tudo tão diferente e exótico! Sendo a primeira vez que visitámos um país muçulmano, achei fantástico podermos testemunhar tudo aquilo. Foi incrível, também, ver como os locais ganham uma nova vida a cada pôr do sol, as praças enchem-se de gente que sai para comer, beber e, de certa forma, celebrar o final de mais um dia de jejum e privação.

Em temos de alimentação, apesar de a maior parte dos locais respeitarem o jejum do Ramadão, como turistas não sentimos qualquer dificuldade, pois os cafés e restaurantes funcionam normalmente. Ainda assim, de notar que dificilmente se encontrará um local que sirva bebidas alcoólicas (excepto hotéis/alojamentos).

 

5 dias em Marraquexe – como fomos

Existem voos directos com a Ryanair do Porto para Marraquexe, que serão certamente a melhor opção em custo/benefício.

Na ida, e porque os voos directos do Porto não acontecem todos os dias, optámos por fazer uma rápida escala em Madrid de forma a podermos viajar no dia que pretendíamos.

Consulta aqui as nossas dicas de pesquisa de voos!

Ida

PercursoMeioCompanhiaCusto p/ pessoa
Porto --> MadridAviãoRyanair27,48€
Madrid --> MarraquexeAviãoRyanair22,99€
Aeroporto --> Marraquexe (alojamento)Táxin/a8,75€

 

Volta

PercursoMeioCompanhiaCusto p/ pessoa
Marraquexe (alojamento) --> AeroportoTáxin/a4,60€
Marraquexe --> PortoAviãoRyanair56,00€

 

 

5 dias em Marraquexe – onde ficámos

Sendo que viajámos em grupo, foi necessária uma votação para seleccionar o local onde ficaríamos alojados. De uma forma geral todos queríamos uma experiência típica e genuinamente marroquina, e na verdade só há uma forma de conseguir isso: uma riad bem no coração da medina!

É certo que existem imensos hotéis nas zonas modernas da cidade, que encaixam facilmente nos nossos padrões habituais de alojamento de férias. Porém, é na medina que temos contacto com a cultura local no seu estado mais puro.

As riads são casas ou palácios típicos marroquinos, muitos deles transformados em alojamentos locais para os milhares de turistas que visitam Marraquexe anualmente.

Após algumas comparações, seleccionámos a Ryad Dar Ganou, que é simplesmente fabulosa! A anfitriã e o staff são do mais simpático e cordial possível, sempre dispostos a ajudar e preocupados com o nosso conforto. A localização é perfeita, uma vez que está perto dos principais pontos de interesse, numa rua bem pacata.

As nossas 5 noites em Marraquexe nesta riad ficaram por 185,00€ por pessoa, com pequeno almoço, o que sinceramente nos pareceu muito bom em termos de preço/qualidade. Por sinal, o pequeno-almoço era divino! Existe muita oferta de alojamento, alguns até consideravelmente mais económicos, mas ficámos desde logo “apaixonados” por este lugar.

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5 dias em Marraquexe – o que visitámos

Medina

A Medina de Marraquexe, com o seu estatuto de Património Mundial da Humanidade, é um dos principais motivos pelos quais visitar a cidade.

É uma explosão de sensações explorarmos e perdermos-nos (literalmente) nas ruas e vielas deste lugar tão antigo. A cultura local é completamente diferente da nossa, pelo que o contacto com essa diferença é uma experiência que apreciámos imenso.

 

Koutoubia

A mesquita da Koutoubia é um dos monumentos mais espectaculares de Marraquexe. É uma das imagens de marca da cidade, com o seu minarete de 77 metros de altura, visível desde quase todos os pontos da cidade. Os minaretes são as torres das mesquitas onde são colocados os altifalantes para comunicar com os “fiéis”.

Foi na Koutoubia que presenciámos as celebrações mais impressionantes do Ramadão, com centenas de pessoas aglomeradas em volta da mesquita durante a oração.

Trata-se de um templo de acesso restrito a muçulmanos.

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Praça Djemaa El-Fna

A praça Djemaa El-Fna além de ser a principal praça de Marraquexe, é também a praça mais movimentada de todo o continente africano.

É um lugar “louco” por assim dizer. Aqui encontra-se de tudo: comidas, lojas, malabaristas (de todos os tipos…), encantadores de serpentes, domadores de macacos, etc etc. Como visitámos em época de Ramadão, notámos que durante o dia a praça fica um pouco mais tranquila, no entanto à noite mais parece um vulcão em erupção!

É comum as pessoas juntarem-se nos cafés em volta da praça procurando o melhor lugar para desfrutar do famoso pôr do sol de Marraquexe. É fantástico! Uma experiência a não perder em Marraquexe.

 

Palácio El Bahia

Considerado uma obra-prima da arquitectura marroquina, o imponente Palácio El Bahia é um dos pontos de interesse mais relevantes de Marraquexe. Foi construído na segunda metade do séc. XIX e localiza-se no lado sul da medina.

Apesar da enorme afluência no dia em que visitámos, a visita foi muito agradável. O palácio encontra-se completamente vazio, mas vale muito a pena percorrer as inúmeras salas e pátios com a devida atenção a todos os pormenores. A arquitectura, os materiais e as cores são memoráveis!

Horários e preços aqui.

el bahia marraquexe

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Jardim Secreto

O Jardim Secreto situa-se no interior de uma das maiores e mais antigas riads de Marraquexe.

Tendo sido renovado recentemente, trata-se de um espaço bonito e relaxado, onde podemos desfrutar da tranquilidade dos jardins enquanto fazemos uma pausa da azáfama da medina. O jardim divide-se na secção exótica e secção islâmica, sendo que na primeira temos plantas oriundas de vários lugares do mundo.

Localizado numa zona bem central da medina, é um lugar muito agradável para tomar uma bebida fresca no café do jardim e recuperar energias.

Horários e preços aqui.

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Palácio El Badii

O Palácio El Badii é um palácio em ruínas, e um dos locais que mais gostei de visitar em Marraquexe.

A sua construção foi inspirada em Alhambra, Espanha. De notar que Marrocos e Andaluzia andam de “mãos dadas” no que diz respeito a arquitectura. O palácio é considerado uma das maiores obras islâmicas e, curiosamente, foi construído em celebração por uma vitória sobre o exército português em 1578.

Os jardins de árvores de fruto e lagos artificiais permanecem no pátio central rodeado pelo que resta dos muros. Passámos um bom tempo a explorar todos os recantos do palácio, pelo que terminámos a visita com uma subida ao miradouro localizado no topo de um dos muros. De um lado a vista sobre a cidade com a Koutoubia (sempre) lá ao fundo, do outro os jardins do palácio com as montanhas Atlas em plano de fundo. Muito bonito!

Horários e preços aqui.

Jardim Majorelle e Museu Yves Saint Laurent

O Jardim Majorelle será seguramente um dos lugares mais famosos de Marraquexe.

Criado em 1931 pelo pintor francês Jacques Majorelle, este jardim botânico é um pequeno paraíso que exibe plantas exóticas e espécies raras dos quatro cantos do mundo. O azul e amarelo são cores predominantes ao percorrermos os caminhos do jardim. O museu Berber é outra parte interessante da visita, onde podemos observar uma impressionante colecção de artefactos de uma das mais antigas tribos do Norte de África.

Mesmo ao lado do Jardim Majorelle, situa-se o museu em homenagem a Yves Saint Laurent. Neste museu podemos fazer uma viagem ilustrada pela vida do estilista, um apaixonado confesso por Marraquexe.

É possível adquirir um bilhete combinado para ambos os locais.

Horários e preços aqui.

 

Museu Dar Si Said

Museu de arte folclórica marroquina onde estão expostas obras-primas de artesanato num cenário de arquitectura islâmica.

Tivemos a sorte de visitar num dia de entrada gratuita (sexta-feira), pelo que valeu muito a pena.

Horário e preços aqui.

Souks

Os Souks são os mercados típicos árabes, e em Marraquexe não faltam! Aliás souk é a palavra árabe para mercado.

A experiência de percorrer os vários souks na medina de Marraquexe é única. São ruas repletas de pequenas lojas e comércios típicos, onde podemos encontrar praticamente tudo à venda.

É praticamente impossível caminhar pelos souks sem ser abordado pelos comerciantes locais que tentam atrair potenciais clientes para as suas lojas. Um simples acenar de cabeça negativo, ou um “no thanks” ou “no merci”, ou até mesmo “la, shukran” deverá ser suficiente para que entendam que não pretendemos comprar.

Ok, talvez tenhamos que o dizer várias vezes…

Caso tenhamos interesse em algum item, a dica é perguntar o preço e oferecer mais ou menos metade daquilo que se pretende pagar! A partir daí a negociação surge naturalmente, e levará a melhor o mais audaz e persistente.

Admito que não tenho muita paciência para debater preços em mercados de rua, pelo creio que ficaram por algumas coisas por comprar. A verdade é que tínhamos muito pouco espaço nas bagagens, pelo que será mais um motivo para voltar a Marraquexe, com uma mala vazia…


 

 

Manzil La Tortue

Quando o calor aperta em Marraquexe, nada melhor que programar um dia fora da cidade em algum dos muitos hotéis que disponibilizam “passes diários” para as suas piscinas. Não iria ser fácil “sobreviver” a 5 dias em Marraquexe com as temperaturas que se registavam, pelo que não hesitámos.

Após alguma pesquisa, escolhemos o hotel Manzil La Tortue a cerca de 12 km de Marraquexe. Por 250 dirham por pessoa (cerca de 25€), tivemos acesso à piscina do hotel durante todo o dia com almoço, toalha e espreguiçadeira incluídas.

Efectuámos reserva por email (é sempre necessário reservar) e pedimos ajuda à nossa simpática anfitriã para o táxi. Foram 300 dirham (cerca de 30€) ida e volta a dividir por quatro. Um dia bem diferente e relaxante para fugir ao calor tórrido da cidade.

De notar que perto da chegada ao hotel, entramos num estrada (se é que se pode chamar isso) de terra batida e passamos numa espécie de gueto descampado até chegar ao destino. Uma vez dentro dos portões do hotel, é o paraíso!

manzil la tortue marrocos

 

 

5 dias em Marraquexe – o que ficou por visitar

Houve alguns lugares que gostaríamos de ter visitado também, mas que infelizmente não foi possível.  Refiro-me principalmente à Madraça Ben Youssef (encerrado para obras),  Museu de Marraquexe e Túmulos Saadianos (horários restritos por ocasião do Ramadão).

Cada vez mais claro que não faltam pretextos para uma segunda visita a Marraquexe!

 

5 dias em Marraquexe – cafés e restaurantes

Volto a referir que um dos melhores aspectos de Marraquexe são os cafés e seus terraços. Desfrutar das vistas sobre a cidade enquanto saboreamos algumas das comidas (e bebidas) típicas marroquinas, é algo maravilhoso.

De uma forma geral, achámos uma cidade bastante barata, na medida em que almoçámos e jantámos sempre por uma média de 6-8€ por pessoa, escolhendo quase sempre pratos típicos, em lugares bem centrais e turísticos.

Café des Épices

O Café des Épices é um dos cafés mais conhecidos de Marraquexe.

À semelhança de muito outros, percorremos vários andares até chegar ao topo. Lá em cima o terraço, com mesas à sombra e com um sistema de “rega de pessoas”. Basicamente estamos sentados à mesa enquanto, de minuto em minuto, somos literalmente borrifados com água para refrescar do imenso calor. (Fiquei fã!)

Está localizado numa zona central da medina na praça Rahba Lakdima, possivelmente uma das mais bonitas de Marraquexe. Pareceu bem mais descontraída do que outros lugares na medina, apesar da centralidade. Visitámos várias vezes!

 

Café Guerrab

No final da praça Djemaa El-Fna, escondido num pequeno beco, está o Café Guerrab.

No último piso, o terraço com vista sobre a praça é fantástica. Além disso foi o lugar onde comemos a melhor sanduíche de frango em Marraquexe!

cafe guerrab marraquexe

Max & Jan Marrakech

O Max & Jan é, muito provavelmente, o nosso café preferido em Marraquexe.

Em zona central da medina, e localizado por cima de uma “concept store”, é um espaço muito agradável com um ambiente super relaxado e uma limonada maravilhosa!

 

Café Kif Kif

O café Kif Kif é um pequeno café junto à Koutoubia.

Apesar de pequeno, é uma boa opção para almoçar, jantar ou apenas tomar uma bebida enquanto se observa o movimento numa das avenidas mais movimentadas da cidade.

No nosso caso foi perfeito para jantar enquanto assistimos às celebrações do Ramadão na mesquita da Koutoubia, que já tínhamos perdido por vários dias. Assim, para evitar que acontecesse mais uma vez, reservámos um mesa no Kif Kif virada para a Koutoubia bem na hora da oração. Melhor era impossível!

Importante reservar com alguma antecedência, uma vez que é um espaço muito pequeno que enche rapidamente.

 

Le Jardin

O Restaurante Le Jardin é um dos mais conceituados de Marraquexe, e um lugar onde podemos saborear o melhor da gastronomia marroquina.

Foi a nossa refeição mais cara, cerca 17€ por pessoa, com entradas, prato principal e sobremesa. Ainda assim, a qualidade da comida e o espaço (que é fantástico) justificam o investimento.

Importante reservar com alguma antecedência pois é bem concorrido.

 

Aqua

O restaurante Aqua é uma boa alternativa para quem estiver cansado da comida marroquina, uma vez que servem variadas pizzas e outras comidas italianas. (Nada de extraordinário, mas cumpre.)

Localizado em plena praça Djemaa El-Fna, vale essencialmente pelos terraços com vista sobre a mesma (as vistas são qualquer coisa!). É um óptimo “spot” para contemplar o magnífico pôr do sol de Marraquexe enquanto saboreamos um típico “mint tea” (chá de hortelã) ou sumo de laranja natural.

aqua marraquexe

 

5 dias em Marraquexe – recomendações gerais

A nossa experiência em Marraquexe foi maravilhosa! No entanto, é bom ter em conta alguns aspectos que me parecem fundamentais para uma visita tranquila.

Trânsito (de motas) na medina

Já mencionei acima o elevado número de motas e scooters que circulam pelas ruas da medina.

É importante circular sempre com a maior das atenções ao tráfego de todos os sentidos. Idealmente devemos evitar caminhar pelo centro das ruas, mas sim junto às laterais, caso contrário vamos estar constantemente a desviar-nos ao som das buzinas (na melhor das hipóteses…)

 

“Ajuda” ou indicações não solicitadas

Passeando pelas ruas da medina, haverá sempre vários indivíduos que nos abordam oferecendo ajuda para nos levar a qualquer lado sob o discurso de “no money” (como quem diz: não paga nada). Basicamente todos os que dizem “no money” vão precisamente exigir pagamento no final, e invariavelmente quantias consideráveis.

Este falsos guias enganam os turistas, alegando muitas vezes que algo “está fechado”, ou que “a praça é em outra direcção”, ou que nos levam lá “no money”. A resposta terá que ser sempre: não! Atenção que estes fulanos podem ser bastante persistentes, pelo que é importante ser firme ao rejeitar a “ajuda”.

Usámos o Google Maps para nos orientarmos na medina, sem qualquer problema e sem precisar de “ajuda” externa. Em caso de extrema necessidade, perguntar sempre aos lojistas e nunca a pessoas aleatórias na rua.

Atenção ao que se passa à volta

Não é necessário desenvolver uma espécie de paranóia para circular nas ruas da medina de Marraquexe, até porque isso iria prejudicar a experiência. Ainda assim, é importante andarmos atentos ao que se passa à nossa volta, pois há várias situações indesejáveis que podemos evitar facilmente.

Seja detectar rapidamente se entrámos numa zona menos recomendável da medina (menos turistas, mais figuras “manhosas” e falsos guias),  os típicos carteiristas, os encantadores de animais na praça principal, que não hesitam em colocar os “macaquinhos” e as serpentes nos ombros dos mais distraídos para depois pedir dinheiro, entre outras coisas.

Até mesmo as tatuadoras de “henna” (típica tatuagem temporária) que se nos distraímos, nos começam a tatuar sem termos pedido nada para depois cobrar pelo serviço (isto aconteceu mesmo com um de nós!).

Enfim, é uma questão de estar com um nível de atenção e alerta ligeiramente superior ao normal, nada mais do que isso.

Táxis

Os táxis em Marraquexe são muito baratos, com excepção de quando o taxista do momento tenta “sacar” mais uns dirhams ao turista sem noção. Foi precisamente o que nos aconteceu na chegada, pagámos 350 dirham (cerca de 35€) por um táxi do aeroporto ao centro da cidade. No regresso, o mesmo trajecto ficou por 100 dirham (cerca de 10€)…

Enfim, sempre que for necessário um táxi, o ideal será perguntar a alguém do alojamento qual o valor justo para a corrida pretendida. Dessa forma será muito mais fácil conseguir negociar um preço favorável para a viagem. Fundamental estabelecer sempre o preço a pagar antes de entrar no táxi.

Protecção UV

Em dias de sol, principalmente na primavera e verão, fundamental aplicar uma boa camada de protector solar antes de sair à rua. O sol é realmente forte em Marraquexe, portanto não convém facilitar.

 

5 dias em Marraquexe – informações úteis

Regime de entrada – cidadãos portugueses podem entrar e permanecer no país durante 90 dias, apenas com passaporte válido.

Vacinação – não existe vacinação obrigatória para visitar Marrocos

Fuso horário – Uma mudança recente faz com que Marrocos esteja 1 hora atrás da hora portuguesa

Moeda – Dirham marroquino MAD ( 11 dirham = 1 euro)

Idiomas – Árabe é a língua oficial mais falada do país, apesar de a maioria dos marroquinos falar alguma coisa (alguns muito pouco) de francês.


 

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Até sempre, Marraquexe!

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